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Tania radiofala na pory? Bywa kosztownym błędem — oto dlaczego

Tania radiofala na pory? Bywa kosztownym błędem — oto dlaczego

A radiofrequência ganhou a reputação de ser um tratamento quase para todos — alisa, eleva, reduz poros, melhora o contorno do rosto. Soa como uma solução completa para qualquer problema de pele, e é precisamente por isso que as ofertas surgem em todo o lado, muitas vezes a preços muito atrativos. O que os preçários não explicam é que a radiofrequência atua ao nível de tecidos mais profundos do que qualquer cuidado feito em casa — e que a mesma profundidade que a torna eficaz faz com que um tratamento mal executado possa ter efeitos contrários aos desejados. Reunimos seis mitos que ouvimos com mais frequência e colocamo-los ao lado dos factos — incluindo porque é que o preço nunca deve ser o primeiro critério de escolha.

Como funciona a radiofrequência — e porque é que isso importa para cada mito

Para perceber porque é que certas crenças sobre a radiofrequência são enganosas, vale a pena saber em que consiste o mecanismo. A energia de radiofrequência transforma-se em calor nos tecidos — não à superfície, mas mais profundamente, na derme e no tecido subcutâneo. Esse calor estimula os fibroblastos (as células que produzem colagénio) a trabalharem mais e provoca a contração imediata das fibras de colagénio existentes. O resultado, para muitas pessoas, é uma melhoria gradual da elasticidade, densidade e firmeza da pele — mas também, se a energia for aplicada de forma demasiado agressiva ou no local errado, dano tecidular, irregularidades e um paradoxal espessamento dos poros. Entre estes dois cenários, muitas vezes decide uma coisa: a qualidade do equipamento e o conhecimento de quem o opera.

Os poros não têm músculos nem válvulas próprios — o seu aspeto depende da tensão da pele envolvente e da quantidade de sebo produzido. A radiofrequência, ao aumentar a elasticidade da derme, pode em muitas pessoas reduzir visualmente o diâmetro dos poros. Mas é um efeito indireto, dependente da qualidade do colagénio, e não um “fechar" direto do poro como o aperto de um vaso.

Seis mitos que vale a pena conhecer

Mito 1: “A radiofrequência é para todos e para qualquer finalidade”. Este é um dos motivos mais comuns de frustração com o tratamento. A radiofrequência funciona melhor numa pele com elasticidade preservada e um nível adequado de hidratação — uma pele muito seca, desidratada, ou com a barreira cutânea gravemente comprometida, pode reagir ao calor de forma mais intensa do que deveria. Da mesma forma: numa pessoa com acne inflamatória ativa, o aquecimento dos tecidos muitas vezes agrava a inflamação em vez de a atenuar. Nem todos os problemas cutâneos se resolvem com radiofrequência, e uma má seleção de candidatos é o caminho mais curto da promessa ao problema.

Mito 2: “O resultado é imediatamente visível e duradouro”. Parte do efeito — a contração das fibras de colagénio existentes — pode de facto ser visível rapidamente. Mas o verdadeiro efeito de remodelação do colagénio amadurece ao longo de semanas, e muitas vezes o resultado completo só é visível após alguns meses. Não é um defeito do tratamento — é fisiologia. O problema surge quando o cliente espera uma resposta imediata e duradoura e, após a falta de efeito numa semana, recorre a outro tratamento, desta vez mais forte — adicionando calor a tecidos que ainda não amadureceram.

Mito 3: “Doer mais = efeito mais forte”. Isto é uma simplificação perigosa. A dor durante a radiofrequência pode significar sobreaquecimento da epiderme — e não uma estimulação mais profunda e eficaz. Um tratamento bem calibrado é percetível para a maioria das pessoas, mas não deve ser doloroso ao ponto de a pele ficar vermelha ou surgirem bolhas. A tolerância ao calor é individual e depende da espessura da pele, do seu estado de hidratação e da sensibilidade nervosa — não da “eficácia” do tratamento.

Mito 4: “Os efeitos da radiofrequência não se podem reverter, por isso não acontecerá nada de mal”. Infelizmente — podem. Um tratamento demasiado intenso ou repetido com demasiada frequência pode levar à perda de tecido adiposo facial nos locais onde a energia foi excessiva. O rosto humano não é um local desejável para emagrecer tecidos de forma intencional — e é por isso que o protocolo do tratamento, ou seja, a distribuição da energia, a escolha da peça de mão e o número de passagens, é uma questão técnica, não apenas uma preferência do salão.

Na linguagem corrente, “radiofrequência” e “HIFU” são por vezes usados de forma intercambiável, embora sejam duas tecnologias diferentes. A radiofrequência (RF) aquece os tecidos através de correntes elétricas de alta frequência. O HIFU concentra um feixe de ultrassons num ponto preciso, mais profundo. Ambos os tratamentos estimulam o colagénio, mas atuam em camadas diferentes e com princípios físicos distintos. Um bloco operatório ou um gabinete com HIFU verdadeiro não é o mesmo que um equipamento descrito como “radiofrequência com efeito HIFU” num folheto publicitário.

Mito 5: “Todos os equipamentos de radiofrequência funcionam da mesma forma — só importa o preço do tratamento”. Este mito é ativamente sustentado pela lógica do mercado. Os dispositivos de radiofrequência diferem entre si na profundidade de penetração da energia, no modo de controlo da temperatura dos tecidos, na capacidade de arrefecimento da epiderme e no modo de funcionamento das peças de mão. Um dispositivo certificado para uso médico, regularmente calibrado, operado por alguém com conhecimento de anatomia facial — e um equipamento barato sem certificações, onde o “programa” é um botão de profundidade ajustado uma vez para sempre — são dois tratamentos diferentes com o mesmo nome. O cliente, ao comparar preços, assume que compara o mesmo. Muitas vezes não compara.

Mito 6: “A radiofrequência é adequada para todos os tipos de pele, incluindo acneica e com rosácea/vasinhos”. Numa pele vascular e propensa a telangiectasias, o aquecimento pode agravar claramente o estado dos vasos — a rede de “aranhas vasculares” pode intensificar-se e o rubor manter-se por mais tempo do que o habitual. A pele com acne ativa, com muitas lesões inflamatórias, é outra contraindicação para o uso descuidado de energia térmica. Isto não significa que a radiofrequência nunca seja adequada para estas peles — significa que o protocolo e os parâmetros devem ser ajustados individualmente, e não a partir de um menu padrão.

A radiofrequência é um procedimento médico no sentido de atuar sobre tecidos vivos — e deve ser realizada por alguém que compreenda a anatomia facial, saiba avaliar o estado da pele e ajustar o protocolo ao caso concreto do paciente. No J'adore, cada tratamento de radiofrequência é precedido por uma consulta, durante a qual avaliamos a pele, o histórico de tratamentos e as expectativas — só então decidimos se e como a radiofrequência faz sentido no caso em questão.

O que faz com que o mesmo tratamento funcione ou não

Se reuníssemos todos os mitos sobre a radiofrequência num denominador comum, seria a falta de distinção entre o efeito da tecnologia em si e o efeito da execução concreta. A tecnologia de radiofrequência é bem estudada e tem bases sólidas na dermatologia. O que varia é tudo o que a rodeia: a qualidade do equipamento, o conhecimento do operador, o estado da pele no dia do tratamento e o histórico prévio.

Mais uma coisa: a radiofrequência é geralmente uma série, não um tratamento único. Os efeitos são cumulativos — a pele produz colagénio durante semanas após o procedimento, e a sessão seguinte deve ser espaçada no tempo para permitir a maturação dos tecidos. Um salão que propõe um pacote muito intensivo num curto espaço de tempo nem sempre tem em vista o bem da pele — e uma boa série de radiofrequência começa com um plano que respeita os ritmos biológicos de renovação do colagénio, não um calendário de vendas intensificadas.

Radiofrequência e poros — o que realmente se pode alcançar

Voltemos aos poros, porque é frequentemente o motivo pelo qual as clientes procuram a radiofrequência. Os poros dilatados resultam, na maioria dos casos, da combinação de três fatores: produção excessiva de sebo, perda de tensão cutânea e danos causados pelo sol ou pela acne. A radiofrequência, ao aumentar a elasticidade dos tecidos, pode em muitas pessoas melhorar a tensão da pele em torno dos poros — e, assim, reduzir a sua visibilidade. Mas não substitui a regulação do sebo, que depende dos cuidados e, eventualmente, de tratamento dermatológico. E não “preenche” poros alargados por cicatrizes de acne — para isso são necessários outros métodos, como microagulhamento ou lasers ablativos.

Em que é que a radiofrequência pode realmente influenciar

Em muitas pessoas com perda de firmeza cutânea e poros visíveis resultantes do relaxamento dos tecidos, um ciclo bem realizado de radiofrequência pode trazer melhoria da firmeza, reduzir de forma otimizada a visibilidade dos poros e melhorar a densidade geral da pele. Em pessoas com poros dilatados principalmente devido ao excesso de sebo ou a cicatrização — só a radiofrequência é insuficiente e são necessários tratamentos complementares. Avaliar qual o mecanismo que predomina numa pele concreta é tarefa para uma consulta, não para a publicidade.

A Ana veio após uma série de radiofrequência num salão próximo. Não houve efeito — a pele estava igual ao antes. A Zofia fez o mesmo num local onde o tratamento era mais caro e precedido de consulta — após dois meses, a pele ficou visivelmente mais firme. A Marta recorreu a outro salão, onde o tratamento era barato e intenso — e após algumas semanas viu algumas depressões sob o osso zigomático. Três pessoas, o mesmo tratamento no nome, três resultados diferentes. A diferença não estava na pele delas.

Antes de marcares radiofrequência — três perguntas que vale a pena fazer

Não se trata de desistir do tratamento — trata-se de o escolher de forma consciente. Em qualquer gabinete tens pleno direito de perguntar três coisas que dizem mais sobre segurança do que qualquer opinião na internet.

Se o salão não consegue responder a estas perguntas — ou responde de forma demasiado vaga — não é uma questão de falta de boa vontade. É um sinal de que as decisões estão a ser tomadas sem o conhecimento que deveria sustentar qualquer tratamento que intervenha em camadas mais profundas da pele.

E mais uma coisa de que vale a pena estar consciente: o preço do tratamento de radiofrequência é um dos piores indicadores da sua qualidade. Um preço mais baixo pode significar equipamento mais antigo, menor tempo de tratamento, menos passagens com a peça de mão ou falta de consulta — uma poupança do lado do salão, paga pela pele da cliente. Um preço mais alto não garante qualidade, mas no caso de tratamentos em que o efeito depende da precisão e do equipamento — a correlação é particularmente forte.

Como combinar a radiofrequência com outros tratamentos

A radiofrequência raramente é um tratamento autónomo suficiente para todos os problemas de pele ao mesmo tempo. A sua força é melhorar a densidade e a firmeza — mas o sebo é regulado pela rotina de cuidados e, eventualmente, por outros procedimentos, a hidratação é reposta por mesoterapia ou biostimuladores, e a uniformização do tom é tarefa de peelings ou lasers. Uma série bem planeada de radiofrequência integra-se num plano de cuidados mais amplo — não o substitui.

A pele do rosto tem várias camadas com funções completamente diferentes — epiderme, derme, tecido adiposo, músculos. Nenhuma tecnologia isolada atua de forma ideal em todos os níveis ao mesmo tempo. Por isso, a dermatologia estética caminha no sentido de planos de tratamento, e não de “milagres” isolados — e é por isso que a consulta, que avalia do que a pele realmente precisa, é mais importante do que a oferta de um procedimento específico.

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